Praça do Portão tem nome de Conde de Porto Alegre

A Praça Conde de Porto Alegre, também conhecida como Praça do Portão, tem o formato triangular e está localizada no Centro Histórico da capital gaúcha, entre as ruas Duque de Caxias e Riachuelo. Seu nome é uma homenagem ao Tenente-General Conde de Porto Alegre.

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Seu primeiro nome foi registrado em 30 de junho de 1829 como Praça do Portão. O Portão Colonial, marco da entrada da cidade, foi construído em 1773 quando José Marcelino de Figueiredo transferiu a capital da Capitania de São Pedro para a Vila de Porto de São Francisco dos Casais, que recebeu o nome de Porto Alegre. A vida da pequena cidade murada acontecia a partir do Largo do Portão que, naquela época, tinha por hábito fechá-lo ao anoitecer, de forma a resguardar os cidadãos dos temidos invasores e saqueadores. Em 1829 o portão, portal ou vestíbulo da vila, já não existia, mas emprestava o nome à “Praça do Portão”, recanto entre o extinto quartel do Oitavo Batalhão e a Santa Casa de Misericórdia e, por extensão, ao largo existente diante do quartel.

Em 1869 foi aprovado pela Câmara um requerimento para arborizar, entre outras, a Praça do Portão, que já havia recebido um dos chafarizes da Cia Hidráulica Porto-Alegrense. Em 1873 a Praça do Portão passou a denominar-se Praça General Marques, em homenagem ao Tenente-General Conde de Porto Alegre. Em 1884 uma comissão é encarregada dos melhoramentos e arborização a praça, concluídos em 1886.

Em 1912, a área de 2640m², tem seu nome alterando pelo Intendente José Montaury para Praça Conde de Porto Alegre, sendo determinada a transferência do monumento ao Conde de Porto Alegre, primeiro monumento erguido em praça pública em Porto Alegre, inaugurado pela Princesa Isabel em 1885, da Praça da Matriz. A estátua de mármore foi executada pelos escultores Adriano Pittanti e Carlos Fassati.

Para diminuir a declividade do terreno, Montaury, em 1919, remodelou a Praça que, em 1933, foi novamente urbanizada. Na década 1970, na administração do Prefeito Telmo Thompson Flores sofreu nova reformação, em função das modificações urbanas ocasionadas com a implantação do Viaduto Loureiro da Silva. Perdeu parte de sua área original e incorporou o leito da rua Riachuelo que, transformado em passagem de pedestres, é responsável pela manutenção da interligação da praça com as avenidas Salgado Filho e João Pessoa , além de atender o acesso aos edifícios fronteiros.

Contida pelo viaduto perdeu a relação direta com a Rua Duque de Caxias e com a zona leste da cidade, o contato visual com a avenida João Pessoa e a rua Duque de Caxias no acesso ao centro e sua localização, junto ao topo de morro. Além disso, a conformação do terreno foi alterada, acentuando sua declividade. Em 2007, a praça foi recuperada pela prefeitura, recebendo nova pavimentação no entorno e nos passeios internos, gradeamento, iluminação e pintura de seus equipamentos de lazer, além de melhorias na rede de captação pluvial.

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