História do município de Caibaté no Rio Grande do Sul

O município inicialmente era conhecido por Colônia Rondinha, mais tarde passou a ser chamada Santa Lúcia (padroeira). Porém em 29/12/1944 foi assinado o Decreto Lei nº 72 pelo Interventor Federal no Estado, Ernesto Dornelles, que fixa a organização administrativa e Judiciária do Estado do Rio Grande do Sul, o então distrito de Santa Lúcia passou a denominar-se Caibaté, quando da reforma geral no País, por influência do IBGE.
Caibaté, nome guaraní, consiste em uma corruptela da expressão CAIBOATHÉ, integrante da Língua Guarani que por vez tem a sua origem mais remota em outra expressão - "COH - IGUA – TÉ" que significa: " MATO ALTO COM MUITAS FRUTAS", ou seja: cohi = mato alto, gua (transformado em "m') =frutas, Té = denso ( quantidade ).

caibate

CAIBATÉ , NA MICROREGIÃO
O Município de Caibaté pertence a Região das Missões, onde é conhecido como "Coração das Missões", por sua posição geográfica, que o coloca no centro da região. Além de Caibaté ainda abrange os municípios: Bossoroca, Pirapó, Dezesseis de Novembro, São Miguel das Missões, Entre-Ijuís, Cerro Largo, Eugênio de Castro, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, São Nicolau, Garruchos, Guarani das Missões, Pirapó, Porto Xavier, Roque Gonzales, Salvador das Missões, Santo Antônio das Missões, São Paulo das Missões, São Pedro do Butiá, Vitória das Missões , Sete de Setembro, Mato Queimado, Rolador.
IMIGRANTES E ETNIAS
O dono de toda área de mata correspondente ao município de Caibaté, pertenceu ao Senhor Joaquim Gomes Pinheiro Machado. Essa foi, portanto, a primeira área povoada dentro dos limites do município; vê-se então a exclusividade de uma população de origem tipicamente lusa, dedicada à pecuária.
Em 1893, por ocasião da Revolução, falece o senhor Joaquim Gomes Pinheiro Machado, deixando a seus herdeiros esta área. Os herdeiros por sua vez em 1919 venderam suas partes por intermédio dos procuradores - colonizadores: Henrique Leopoldo Seffrin, Antônio Teodoro Cardoso, José Gallas e Antônio Leonardo Kieling, que dividiram as terras em lotes coloniais de 20 a 30 hectares. Estes lotes foram adquiridos por colonos na sua maioria de origem alemã. Muitos vindos de Serro Azul (Atual Cerro Largo) e alguns oriundos diretamente das "Colônias Velhas". Com a venda destas terras foram locadas duas áreas urbanas: Santa Lúcia (atual Caibaté) e Mato Queimado.
No distrito de Mato Queimado colocaram-se inicialmente famílias de origem alemã e só atualmente percebe-se a presença de luso-brasileiros, que se dedicaram principalmente à agricultura.
O mesmo fato não aconteceu na localidade do Rincão da Conceição que foi povoada exclusivamente por luso-brasileiro, que preservaram as raízes culturais da tradição gaúcha.
A população que inicialmente colonizou e povoou a sede do município era predominante de origem alemã; atualmente, porém torna-se difícil estabelecer o predomínio de uma ou de outra etnia; salientamos que aqui convivem pessoas de origem alemã, lusa, polonesa e italiana; verifica-se igualmente o cruzamento de etnias, fato este que em épocas passadas não ocorria, pois, os grupos alemães eram fechados para a miscigenação.
É bom recordar que estes imigrantes alemães deslocaram-se até Caibaté em busca de melhores condições de vida e atraídos pelos baixos preços das terras e sem dúvida devemos a eles a iniciativa da vida cultural e administrativa da então vila de Santa Lúcia.
FOLCLORE:
Embora a imigração tenha sido de Portugueses e Alemães, a predominância cultural é da Etnia Alemã. Isto é bem caracterizado pelas festas típicas que acontecem durante todo ano. Uma das festas mais importantes é o baile de Kerp, onde além da apresentação do grupo de danças típicas alemãs SONNENTRAHL, onde são realizados leilões regados a Chopp e guloseimas.
Também a cultura Tradicionalista se mostra bastante enraizada entre a comunidade local. Há um grupo de danças gauchescas chamado Departamento, pertencente ao CTG – Centro de Tradições Gaúchas – Sentinelas do Caaró, que apresenta-se em eventos municipais e regionais. Com isso mantém-se a tradição gaúcha.
Seu povo é sabedor de causos antigos e lendas campeiras jesuíticas.
Fonte: Prefeitura de Caibaté

Website da prefeitura: http://www.caibate.rs.gov.br/

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