História da Cidade de Torres no Rio Grande do Sul

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A cidade de Torres é um dos mais antigos núcleos populacionais do Rio Grande do Sul. Omitidas as diversas incursões anteriores na região, o início do povoamento data de 1809, ano em que Dom Diogo de Souza, primeiro Capitão-mor da Capitania do Rio Grande de São Pedro, decidiu criar uma guarnição militar nessas terras, que integravam o Município de Santo Antônio da Patrulha, criado em 27 de abril de 1809, e um dos quatro mais antigos do Estado, juntamente com Rio Grande, Porto Alegre e Rio Pardo. Essa guarnição instalou-se nas proximidades da atual divisa norte com Santa Catarina, no local onde hoje se encontra a Cidade de Torres.

O povoamento teve começo sob os auspícios do alferes Manoel Ferreira Porto, que comandava a fortaleza em 1814. Alguns penitenciários foram recolhidos ao forte e, mais tarde, em 1824, construíram a igreja de São Domingos, Padroeiro do povoado nascente.

José Feliciano Fernandes Pinheiro, Visconde de São Leopoldo, primeiro presidente da Província de São Pedro, teve idéia de fundar, em fins de 1825 ou início de 1826. mais um núcleo colonial alemão. A primeira colônia alemã, de São Leopoldo, tivera pleno êxito, mas fracassara o núcleo das Missões, antes mesmo de ser concretizado. Fernandes Pinheiro não teve tempo de executar esse projeto, cabendo a seu substituto, Visconde de Camamu, realizá-lo.

Em outubro de 1826, foram transferidos alguns imigrantes alemães de São Leopoldo para Torres. O coronel Francisco de Paula Soares, que comandava o presídio, dotado de novas instalações desde 1824 dividiu os 383 colonos, colocando os católicos junto ao próprio presídio e os protestantes, com seu pastor e médico, em local oito léguas distante.

Junto ao rio Três Forquilhas, instalaram-se estes em terreno situado nas abas da encosta do planalto onde prosperaram com suas plantações de cana-de-açúcar, banana, tabaco, arroz, mandioca café e algodão. Os católicos foram deslocados inicialmente para a estrada de Mampituba, depois para as proximidades do rio Verde e finalmente para os terrenos devolutos situados entre as lagoas do Morro do Forno e do Jacaré.

Em 1830, a população de Torres era de 1.200 habitantes, entre os quais 401 colonos alemães.

Iniciada a Revolução Farroupilha, em 1835, no ano seguinte Torres entrou na luta. Nessa ocasião, o capitão legalista Francisco Pinto Bandeira surpreendeu uma guarnição farroupilha que ocupara a Vila e aprisionou-a, tomando-lhe armamento e munição.

Em 1884, após vibrante campanha abolicionista, o tenente-coronel Manoel Fortunato de Souza declarou livre a vila de Torres.

Por ocasião da Revolução Federalista de 1893, o General Arthur Oscar esteve em Torres, com o objetivo de perseguir a coluna revolucionária Gumercindo e Salgado, contanto para isso com um contingente de mil homens.

O Município tira seu nome de três rochedos basálticos que se erguem à beira-mar e são conhecidos como Torres do Norte, do Centro e do Sul.

Formação Administrativa A Freguesia de São Domingos das Torres, 28.a da Província, foi criada em 20 de dezembro de 1837, por força da Lei provincial n.° 13. Seu desenvolvimento determinou a criação do Município de São Domingos das Torres, com território desmembrado do de Conceição do Arroio, por Lei provincial n.° 1.152, de 21 de maio de 1878. A mesma lei elevou a sede municipal à categoria de vila, ocorrendo a instalação a 22 de fevereiro de 1879.

Em 1887, porém, foi o Município extinto, sua sede perdeu a condição de vila e o território voltou a pertencer a Conceição do Arroio.

O Decreto estadual n.° 62, de 22 de janeiro de 1890, do então recente Governo Republicano, restaurou o Município, cuja reinstalação se verificou a 8 do mês seguinte, quando se reabriu a Câmara Municipal.

O Ato municipal de 26 de setembro de 1892 refere-se também à criação do distrito sede do Município de Torres. Na Divisão Administrativa de 1911 e nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1920, o Município é apresentado com 3 distritos: Torres, Três Forquilhas e Glória.

Em 1933, segundo o quadro da Divisão Administrativa desse ano, o Município se subdividia em 4 distritos: Torres, Três Forquilhas, Nossa Senhora da Glória e Colônia Júlio de Castilhos. Assim permaneceu por ocasião das divisões territoriais de 1936 e 1937; da mesma forma figurou no anexo ao Decreto estadual n.° 7.199, de 31 de março de 1938, notando-se que nesses quadros os 2 últimos distritos se chamavam Glória e Júlio de Castilhos, e que a sede do de Júlio de Castilhos não possuía categoria de vila.

Na Divisão Territorial vigente para o qüinqüênio 1939-1943, o Município continuou com 4 distritos: Torres, Morro Azul (ex-Júlio de Castilhos), Três Irmãos (ex-Três Forqullhas) e Rio Verde.

Pela Divisão Territorial referente ao qüinqüênio 1945-1948, o Município continuava com quatro distritos: Torres, Guananazes (Ex-Três Irmãos), Pirataba (ex-Rio Verde) e Morro Azul, situação que permaneceu até 1960 quando, em nova divisão territorial, figurou com os distritos de Torres, Guananazes, Morro Azul, Pirataba, Rua Nova, São Pedro de Alcântara e Três Cachoeiras.

Na Divisão Territorial de 1963, continuou com o mesmo numero de distritos, apenas com dois topônimos mudados: Pirataba passou a chamar-se Glória e Guananazes retomou a antiga denominação de Três Forquilhas. Esta é a situação atual.

Website da prefeitura: www.torres.rs.gov.br

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